quinta-feira, 31 de março de 2011

I believe




I believe in star signs
I believe in film romances
I believe in fantasy
I believe in witchcraft
I believe in Cinderella
I believe in gypsies
I believe in love songs,
I believe in Prince Charming
I never guess he's double dealing
I believe in heroes
Believing in the lies of handsome men
I expect that happy ending
Wishing on some rainbow
I pretend he's not pretending

Amor, um jogo de labirinto




O amor, um labirinto cheio de misticismo, esconde a verdade, oferece as mentiras. Vários caminhos a se seguir. Caminhos que seduzem, outros enganam. Neste jogo, vivem corações ávidos pelo que excita, que dá prazer, mas, no fundo, até os mais gélidos buscam o centro, a vitória, um amor pra chamar de seu. (AD)




*Imagem: Labirinto de Maurits Cornelis Escher

terça-feira, 29 de março de 2011

Retrato

Daquela brisa fresca de verão, que um dia me vez sorrir e perceber que a vida é muito mais, só restou a foto mais bonita, aquela que eu fiz quando você olhava pra mim com aqueles seus olhos cor de terra. Momento que ficará para sempre estampado na memória entre uma matiz de cores possíveis, que serviram para te gravar em minhas doces lembranças. (AD)







Haicai - Um olhar no infinito




Uma estrela distante
sua ausência
te perdi.
(AD)



Fraseado




Meu coração perdeu as letras, agora, vivo de imagens afresco. Meu mural, de saudosas imagens, que permanecerá gravado no meu olhar. (AD)



segunda-feira, 28 de março de 2011

Monólogo de Orfeu - Vinícius de Moraes





Vai teu caminho que eu vou te seguindo
No pensamento e aqui me deixo rente
Quando voltares, pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo!
Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que estarei contigo!


 

O Beijo - Antonio Kleber




Guardo teu beijo, terno beijo, na memória.
No outono cinza, a despedida, último adeus,
como se foras sem deixar-me uma esperança
de reviver o teu carinho e os lábios teus!

Amargurando o teu partir, restou-me o beijo.
Sonho desfeito, nem as folhas esqueceram,
no farfalhar, de relembrá-lo nas canções,
brincando algures junto às brisas outonais!

As estações se sucederam desde então!
Alma constrita, olhar perdido no horizonte,
dei-me ao letargo dos impulsos lascivosos!

Trago a utopia de uma espera que me aturde!
Cedo o destino e a vida; ao tempo, entrego a morte,
mas na esperança de beijar-te uma outra vez!



Palavras Rebuscadas




Uma palavra me define bem, o silêncio. Se quero dar asas as palavras,  verbalizo com os olhos ou rumo em prosa aos meus cadernos. (AD)



Apaixone-se

O vídeo dispensa cometários, ele fala por si só. Assista e apaixone-se hj, agora e sempre!




domingo, 27 de março de 2011

"O que é tristeza pra você"



Ouvindo e vendo Helio Leite: Sorri e depois chorei!
Este video paz parte do projeto Thomás Tristonho "O que é tristeza pra você"
*Projeto e outros vídeos: http://www.oqueetristezapravoce.com.br/


Muito legal os videos, legal tb a iniciativa de onde eles vieram, o cinema, arte que sempre me encantou.
Adorei as 3 figuras, ímpares, meigas e encantadoras que definiram o 'ser tirste' de maneiras sucinta e mágica que ao final juntando tudo e misturando leva a uma definição encantadora de uma palavra que nunca teve belos significados.
Tristeza é a ausência de alegria. É o caminho que há entre dois jardins. É a buscar seus sonhos e ter força pra nunca desistir deles, mesmo que a sociedade nos mostre outros caminhos.  E isso tudo, não é 'o fim da picada'. As vezes ela até é boa pq nos faz enxergar coisas que a alegria não deixaria. Enxergar o mundo nas coisas pequenos, nos pequenos atos, nos simples gestos do dia-a-dia. A bandonar o 'ser triste' e buscar a alegria e a felicidade dentro de caixinhas, bem guardadinhas, prontas para serem usadas, se um dia, a vida lhe apresentar as suas tristezas.



sábado, 26 de março de 2011

Fora do tempo





Continuo achando que nasci no tempo errado, sou um peixe fora d´água. Me sinto incompreendida. Vivo a minha procura. Não consigo tirar de mim estas incertezas que grudaram na minha pele, no meu cabelo. Sinto meu corpo salgado, sou um mar de perguntas sem respostas a procura de uma pitada de açucar. Me sinto um pássaro sem asas que perdeu a leveza de voar e se fechou na gaiola dos sonhos incompletos. Continuo achando que nasci no tempo errado, sou do tempo que ainda não acontenceu, do tempo que não foi dito. Por isso me tranquei com a chave do desânimo, no quarto do silêncio e vivo em busca de forças para gritar. Gritar e ensurdecer minhas tristezas,  levando pro mundo o eco do meu amor cego, em um tom maior que eu. Por isso, se um dia você me encontrar em silêncio, respeite. A minha voz hiberna enquanto minha alma se prepara para o grito final.


 




sexta-feira, 25 de março de 2011

Procura-se


Procuro um olhar doce, meigo, compreensivo
Um olhar que complete os meus
Um olhar que brilhe quando me encontre diante dos seus.

Um olhar terno, maduro e poético
Olhar banhado pelas lágrimas dos sentimentos sinceros
Um olhar onde more a paixão e reside os sonhos.

Um olhar que procure o amor mesmo longe dos meus
Um olhar que me cative, me encante e me emocione
Um olhar pra chamar de meu.
(AD)




quinta-feira, 24 de março de 2011

Olhos



Meus azuis e seus negros
encontro, sorriso, brilho
ficam retratos, imagens
imersos em um mar de lágrimas.




quarta-feira, 23 de março de 2011

Haicai





Florida árvore
no outono
se despiu.
(AD)


Amnésia em comprimidos




Esquecer para mim já estava bom. O que mais um coração com saudade pode querer? Um xarope ‘esqueçaagoraoquepassou’, ou comprimidos de oito em oito horas ‘amnésiaparacurarsaudade’. Antes era eu, e meu tamanho tigre e meu andar leão, e meu jeito pavão de me mostrar pra você. Você era só mais uma coisa bonita que ficaria ainda mais bonita acordando um dia ao meu lado. De repente era eu e meu peso pena, eu e minhas pernas finas que não se agüentavam em pé. Eu era a menininha e você o maior homem do mundo. Eu era a cobra-cega e você a cascavel.
Virei qualquer planta que tem medo de sol, mas morre se fica à sombra.
Passou a chuva, passou o vento forte e depois dos meus olhos riscarem a retira com tanta areia, você já não estava mais lá. Com suas palavras ensurdecedoras e seu jeito sexy de contar dos sonhos. Pisquei tanto até não fazer mais diferença nenhuma entre o dia e a noite. Era tudo tão escuro sem a tua presença. Sem a tua chegada e eu pra deitar no chão feito um tapete vermelho.
Dai comecei a sentir saudade. E eu preferia estar comendo qualquer coisa estragada e podre do que descobrir o que uma saudadezinha é capaz de fazer com o estômago da gente. Foi então que encontrei o moço bancando o mágico no meio da praça central, com um chapéu no chão pra colocar moedas.
- O que você deseja minha donzela? Não há nada que este gentil mágico não faça!
Esquecer. É isto. Faça aí uma mágica das boas e me dê o prazer de tapar este buraco maior do que eu que está ocupando até mesmo o espaço da minha sombra.

Camila Heloíse
 
 
 
 


*post : http://asombradomar.blogspot.com/2011/03/amnesia-em-comprimidos.html

terça-feira, 22 de março de 2011

O amanhã um talvéz...



Fito teus olhos negros,
te olho sem pressa,
cada detalhe me fascina,
teu brilho me encanta.

Beijo teus rubros lábios,
teu sorriso meu troféu,
teu jeitinho me cativa,
me levou para o céu.

Teus braços no meu corpo,
me perco em teus abraços,
és meu sonho,
minha realidade,
hoje sim, amanhã talvéz.
(AD)




22 de março - Dia Mundial da Água


Água doce, doce água, de manejo sustentável e valor inestimável.
Àgua doce, doce água, mate a sede do planeta, vêm dar vida ao que é belo.
Água doce, doce água, bebemos hoje, preservamos, beberemos amanhã.
(AD)


Saudades do meu verão




É outono no austral,
de equinócio a solstício,
caem as folhas, colhem frutos, murcha a relva,
dias curtos, noites longas, sol ameno,
uma nostálgia invadiu meu coração,
na memória seu beijo quente,
volte logo meu verão.
(AD)

segunda-feira, 21 de março de 2011

"...não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida..." Carlos Drummond de Andrade

Ele? É ele mesmo. Foi ele que te gerou, me gerou. É ele que nos da forças para viver, sentir, respirar e admirar o mundo. Ele está presente na minha vida, na sua vida, nas nossas vidas, sempre. Nele não se toca, ele não se vê, mais ninguém se importa. O bom mesmo é senti-lo, é vivê-lo. Ele quem? O AMOR, oras!




domingo, 20 de março de 2011

Palavras Rebuscadas


Escrevo a vida em tortos versos, poetizando vou vivendo. (AD)




Poeminha





Leve coração, doce calmaria
tenho asas, vou distante
meio as nuvens, sinto a brisa
vento amor a todo instante.

Um amor, o nosso amor
que perdura pelo tempo
que passa por tantos caminhos
renascendo a cada momento.
(AD)


sábado, 19 de março de 2011

Miniconto


Hole



Como um guarda roupas vazio,  vivia na busca de um novo brechó.


Super moon




Clara e divina Lua
Cheia de si mesma
Carente da luz do sol
Alcança seu perigeu
Canta em silêncio as suas dores

Reina no céu estrelado
Ouve as lamúrias dos corações apaixonados
(AD)


*Saiba mais sobre o fenômeno que acontecerá hoje 19 de março de 2011 através do site - http://www.on.br/


quinta-feira, 17 de março de 2011

Escolhas




O que não podemos é não fazê-las. Certas ou incertas qualquer uma é válida se feita com responsabilidade e maturidade. Todos os dias um bombardeio de opções, escolher é preciso, tecer uma teia de experiências – viver. Então, me deixe sim. Me deixe jogar fora a tristeza e mudar tudo aquilo que não me faz sorrir. Me deixe entrar, mudar os móveis de lugar, limpar a bagunça. Me deixe esquecer as rudes palavras mofadas, que insistem em permanecer escritas nas minhas páginas amassadas. Me deixe andar na chuva e molhar as minhas rugas, crescidas como grama regada, e gota a gota lavar a minha alma ávida por uma nova cor. Me deixe caminhar meio aos escombros e vazios, buscando alegria e esperança que suplicam por palavras doces, soletram versos e poetizam o coração. Me deixe de novo sorrir, me deixa de novo amar, me deixe de novo amanhecer, me deixe escolher de novo, o novo, o velho ou mesmo aquilo que não se pode escolher, mais me deixe, mesmo que só mais uma vez. (AD)





Prosa & Glosa: À deriva

Prosa & Glosa: À deriva

Estes teus olhos espraiados, movediços,
Que não é de duna e nem de areia,
Carregam das espumas todos os viços,
O encanto singular de uma sereia.
Esta tua boca transitória, como veleiro,
Só sossega se já beijou o mar inteiro.
Tu és ilha? És uma sombra isolada?
És um barco que navega... e mais nada.

(VFM)



Palavras Rebuscadas



Menina-moça,
mini-saia,
desejos despertos,
perdeu-se a infância.
(AD)






quarta-feira, 16 de março de 2011

O Haver



"Resta esse sentimento da infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa tola capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem de comprometer-se sem necessidade"




"Tenho saudades de tudo que ainda não vi." (Renato Russo)


Guardo as minhas grandes saudades,
Guardo em uma caixa vermelha,
Meio aos desejos infinitos,
os mais ocultos, os mais ardentes.

Guardo as minhas grandes saudades,
Guardo em uma caixa preta,
Meio aos sonhos que não sonhei,
Na vontade de ser o que ainda não sou.

Guardo as minhas grandes saudades,
Guardo em uma caixa azul,
Imersa ao choro da espera.

Guardo as minhas grandes saudades,
Guardo em uma caixa branca,
Apoiada na esperança, vivo – sigo- me vou.
(AD)






Haicai





Sob as estrelas
um rastro de perfume
damas-da-noite
(AD)

*imagem: Di Cavalcanti - Mulheres na Janela (1929)

terça-feira, 15 de março de 2011

Haicai



O doce toque dos seus lábios
morada da ternura
meu coração se aquece.
(AD)

Filme My Blueberry Nights, 2007


segunda-feira, 14 de março de 2011

domingo, 13 de março de 2011

Brisa de verão



Como uma brisa fresca de verão
você vem chegando de mansinho
carregando as nuvens do céu
emaranhando as folhas das árvores
trazendo o aroma das flores
espalhando a espuma do mar
girando os moinhos de vento
flamulando as bandeiras em seus mastros
balançando os sinos da varanda
amenizando o calor do meio dia
 enchendo meus pulmões de vida
lambendo meus cabelos dourados
enriquecendo meus olhos com sua poesia
beijando a minha face de menina
libertando minhalma do passado
aquecendo meu coração com amor.
(AD)





"Há sempre um copo de mar para o homem navegar" - Jorge de Lima - Invenção de Orfeu (1952)

Postei esta poesia  de Jorge de Lima em homenagem a 29ª Bienal de São Paulo. A poesia dá nome a exposição que está no Palácio das Artes de B.H. até 20 de março - http://www.fcs.mg.gov.br/



A ilha ninguém achou
porque todos a sabíamos.
Mesmo nos olhos havia
Uma clara geografia.

Mesmo nesse fim de mar
qualquer ilha se encontrava,
mesmo sem mar e sem fim,
mesmo sem terra e sem mim

Mesmo sem naus e sem rumos,
mesmo sem vagas e areias,
há sempre um copo de mar
para um homem navegar.

Nem achada e nem não vista
nem descrita e nem viagem,
há aventuras de partidas
porém nunca acontecidas.

Chegados nunca chegamos
eu e a ilha movediça.
Móvel terra, céu incerto,
mundo jamais descoberto.

Indícios de canibais,
sinais do céu e sargaços,
aqui um mundo escondido
geme num búzio perdido.

Rosa de ventos na testa,
maré rasa, aljôfre, pérolas,
domingos de pascoelas.
E esse veleiro sem velas!

Afinal: ilha de praias.
Quereis outros achamentos
além dessas ventanias
tão tristes, tão alegrias?





sábado, 12 de março de 2011